terça-feira, 25 de outubro de 2011

Descontentamento

Natureza humana
Criaturas insanas
Na religião eximem
Do amor que não emanam

Suas atitudes vis
Não esconde a alma profana
Hipocrisia não me espanta
Mas não camufla ignorância

Nessa humanidade,vivo
Com certa intolerância
Não sigo o caminho que dito
Minto,para que não se vá a esperança

No pior dos destinos
Posso acabar alienado
Mas amando por instinto
Onde haja bonança

domingo, 23 de outubro de 2011

Choro

Meus olhos borrados
condenam,
que tenho chorado
Comigo o medo faz questão
de ser visto acompanhado
Esses dias corridos,
nos deixam desesperados
Mas a tanto tempo
tenho suportado
Acho que gosto mesmo
desse viver sofrido
de sentir o coração acelerado
ao te ver partindo
Porque todo dia
é isso que sinto
como se fosse último
E então, como se fosse instinto
começo a reviver
o que acabou de acontecer
E o ar começa a faltar
por dentro,começo a gritar
acho que queria mesmo me anular,
não por não querer viver,
mas por querer viver,
Em outro lugar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mudanças

A casa vazia
a lágrima,
no chão sujo
se perdia

Seu corpo sentia
as paredes frias
de um lar,
que não mais existia

O passado assistia
e nele vivia
um homem com uma família
que não estava lá

Para a realidade
seus olhos se abrira
a escuridão invadia
e teve que se levantar

Andando pela casa
ecos ouvia
eram as vozes de suas filhas,
então pode recomeçar












terça-feira, 18 de outubro de 2011

A liberdade é tua

Por onde anda
Tua alma devaneia
Que freneticamente
Por novos ares anceia

Eu tambem ando
A devanear
Porém,só contigo
Sei fantasiar

E eu te deixo
Por outros meios,viajar
E a novas experiências
Se deixar levar

Não quero te prender
Só quero contigo viver
E no teu devaneio
Quero sempre estar

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vazio

O fogo que a seus olhos queimavam
Não aquecia aquele coração
Que a pouco se despedaçava
Diante do buraco que abrira no chão

O grito não saia
As lágrimas trincavam,
um rosto ainda em choque
Da partida de alguem que se amava

Sinceramente sabia
mas não queria acreditar
Naquela madrugada fria
Ninguem com ela para a acalmar

Ignorando as circusntâncias
Queria com ela estar
Quem deu origem a sua vida
Jamais poderia faltar

Mas a emoção,
com a razão devia concordar
E entender que estrelas
Para seu lugar,devem voltar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ideal

No acomodo do meu coração
achei que não mais poderia
dividir os meus delírios
com alguém que me entenderia

Procurando o refúgio da alma
na noite das perdições
encontrei a quem estava,
no mundo das ilusões

No ritmo do som
o meu corpo balançava
o seu rosto resurgia
me senti embriagada

Ao sentir tua pele
minha perna estremecia
e o arrepio da alma
no corpo refletia

Não temi,não resisti
quis provar da idealização
com sabor de deletério,
e também de satisfação.