sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dias São Diferentes

Veja você,
Que hoje o dia está cinzento
Pessoas distribuem sorrisos
E eu me entrego ao relento

Não há mais músicas,
Nos meus ouvidos
Só ouço o choro,
Que tenho engolido

Devia te obedecer
Não se dá amor,
Se não é merecido

Você pode estar sorrindo
Se lamentando, agora
Eu não saberia, nunca soube
Éramos nós, porém divididos

Da tua boca não ouvi,
Palavras bonitas para mim
E nos gestos, não se viu
Algo parecido, com o que tenho sentido

Mas o acaso, que uniu,
Veio agora, separar
Trazendo uma prova
De que não podia continuar

Um sentimento que desce
Na garganta, como um veneno
E se aloja no peito
Deixando olhos ardendo

O descaso é pior
Do que um ressentimento
Quando bate o vento no corpo,
Não o tenho

Quem sabe amanhã
O dia esteja ensolarado
A noite enluarada
Mas não estarei na varanda

Fecharei os olhos na cama
E os meus sonhos serão
Tomados pela escuridão
Para que eu não me esqueça,
Que sou solidão.

Nenhum comentário: